Quando ouvimos falar em osteopatia, lembramos logo da manipulação da coluna vertebral. Mas a manipulação é apenas uma das inúmeras tecnicas de que a osteopatia dispõe. O osteopata busca sempre tratar a origem dos problemas. Vejamos alguns exemplos:
Uma pessoa tem dor na coluna lombar há 1 semana. Tem história de entorse de tornozelo em inversão há 2 anos. No ano passado soreu uma queda batendo a cabeça no chão. Tem história de constipação, vesícula preguiçosa e gastrite. Chega ao consultorio e relata tudo isso ao osteopata. Diante disse, o osteopata pode elaborar algumas possíveis cadeias lesionais:
1) O entorse de tornozelo pode ter gerado uma lesão da fíbula, que desceu durante o entorse e se fixou. Isto tracionou o bíceps femoral, gerando uma rotação posterior de ilíaco, o que pode gerar tensão do músculo quadrado lombar e lombalgia. Mas só 2 anos depois???? Sim, estas alterações não ocorrem do dia para a noite. O corpo busca se adaptar ao novo estado corporal pós-lesional. No entanto, se a lesão primária não for corrigida, algum tempo depois (que pode ser anos) provavelmente haverá a geração de dor e/ou disfunção em uma outra região.
2) O entorse de tornozelo pode ter gerado uma lesão da fíbula, que desceu durante o entorse e se fixou. Isto tracionou o bíceps femoral, gerando uma rotação posterior de ilíaco, gerando uma lesão sacro-ilíaca. Para compensar esta redução de mobilidade sacro-ilíaca, a coluna lombar torna-se hipermóvel, gerando dor.
3) Quando o paciente sofreu a queda e bateu a cabeça no chão, houve um bloqueio no movimento normal dos ossos cranianos que sofreram a pancada. Esta lesão osteopática craniana pode ter gerado uma elevação da tensão da dura-máter, a qual pode ser responsável pela lombagia.
4) A constipação pode ser decorente de uma tensão e perda de mobilidade do intestino delgado e no grosso. O intestino delgado se liga ao estômago, o qual, pelo omento menor, se conecta ao fígado, que se conecta ao diafragma. Um aumento da tensão nesta cadeia pode gerar uma tensão diafragmática, alterando a relação tensão x comprimento muscular diafragmático. O diafragma se insere na coluna lombar. Esta lombalgia pode ser decorrente de uma tensão nas fibras posteriores diafragmáticas.
5) A vesícula do paciente pode estar sendo comprimida pelo fígado, que pode estar em ptose. Esta ptose gera tensão no difragma, já que ele se conecta ao fígado. Esta tensão pode gerar dor nas fibras posteriores diafragmáticas, pelo mecanismo descrito acima.
6) A gastrite indica que o estômago não está em seu funcionamento normal, uma vez que esta sendo agredido. Ele pode gerar uma tensão miofascial que traciona o fígado, gerando dor lombar pelo mecanismo descrito no exmplo 4.
Diante destas e de outras possibilidades, como o osteopata deve proceder?
Avaliando o tornozelo e pé, os ossos do crânio e as visceras do paciente, poendo avaliar, também, outras regiões do corpo que julgue necessário.
Em muitos casos, a dor em uma região não indica que o problema primário é naquela região. Desta forma, o osteopata faz uma avaliação global do paciente e, muitas vezes, consegue restarar a função normal e acabar com a dor de uma região tratando outras regiões, que são a origem do problema.
FENOMENAL!
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